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    Cachoeiro de Itapemirim
    Mês das águas terá lançamento do projeto Nascentes Vivas O projeto vai cadastrar propriedades e investir em mecanismos para preservação das nascentes
    (Foto: Marcia Leal)
    Autor: Rádio Conexão.ES
    09 de Março de 2018 às 07h53

    Estamos no mês das águas, e algumas atividades na programação em Cachoeiro, para a segunda quinzena, já estão definidas. Uma delas é o lançamento do projeto Nascentes Vivas, que vai cadastrar propriedades e investir em mecanismos para preservação das nascentes.

    Durante reunião do Conselho de Meio Ambiente local, na manhã da quarta (7), foi aprovado o repasse de R$ 418 mil do Fundo Municipal de Defesa Ambiental para conservação de pelo menos 200 nascentes. O lançamento será no próximo dia 23.

    As áreas selecionadas serão fotografadas, identificadas e espacializadas em mapa para georeferenciamento, na porteira e nos trechos recuperados. Pode participar propriedade privada ou pública, de áreas rurais ou das urbanas com característica rural.

    A prefeitura fará assistência técnica individual que inclui diagnóstico, definição da técnica para a área, cercamento, construção de caixas secas e vistoria anual para verificar a evolução dos processos de recuperação.

    Os produtores rurais receberão da prefeitura todo o material para que façam o cercamento das áreas indicadas pelos técnicos.

    De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mario Louzada, o projeto traz em sua proposta objetivos que vão além da intervenção na estrutura dessas propriedades. Entre os resultados almejados, estão a mobilização social, as parcerias com instituições e comunidades, minimizar problemas ambientais gerados de modo indireto e a conscientização sobre a bacia hidrográfica e sua biodiversidade.

    “É importante que moradores, estudantes, o produtor rural, em especial o das pequenas e médias propriedades, e toda a sociedade percebam, cada vez mais, o quanto o local onde moramos, a rua, o bairro, estão ligados ao cenário global. O Rio Itapemirim é abastecido por essas nascentes, e o equilíbrio desse sistema depende da participação de todos”, avalia.

    Menos erosão e acesso de animais

    A recuperação da vegetação e das funções ecológicas nas áreas de preservação passa por etapas que os técnicos vão cumprir durante o projeto. A primeira delas é o envolvimento, por exemplo, das famílias e lideranças comunitárias.

    As atividades práticas começam já neste semestre. O projeto visa, entre as prioridades, a eliminação de fatores de degradação, como a presença de animais domésticos, formiga, fogo, erosão e resíduos, o plantio de mudas e a promoção de eventos de capacitação.

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