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    Ser humano: uma espécie em extinção
    Por Paiva Netto
    17 de Maio de 2018 às 11h14

    Nunca fomos contrários ao progresso; todavia, condenamos a poluição dos mananciais e das praias, a derrubada das florestas, o emporcalhamento dos campos, enfim, as agressões ao meio ambiente. Porque entendemos que a destruição da Natureza é a extinção da raça humana, pois, a todo momento, em diferentes países, o homem, na ânsia de enriquecer a qualquer preço, cava a própria sepultura. O Profeta Isaías já fazia no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada uma advertência nos versículos cinco e seis do capítulo 24 do seu Livro:

     “(...) 5 Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna.

     “6 Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por esse fato, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão”.

     O sexto versículo, uma antevisão milenar, aponta um conflito atômico, hipótese viável numa sociedade que já deflagrou duas guerras mundiais e pouco respeito dá à terra, da qual o homem, desde o seu nascimento, retira seu sustento. Este planeta é a habitação comum dos povos. O ser humano e seu Espírito Eterno não são criações à parte da Natureza, mas seus expoentes. A riqueza deste orbe é sua Humanidade, visível e invisível, ecologicamente conciliada com a fauna e a flora, com todo o meio ambiente. A propósito, cabe lembrar o soneto do grande poeta e Fundador da Legião da Boa Vontade (LBV), Alziro Zarur (1914-1979):

     

    “A Suprema Vergonha

     

    Mãe Natureza, eu — Poeta — sou teu filho,

    E em teu piedoso seio, calmo, ingresso.

    Basta-me olhar-te, e a vislumbrar começo

    A miséria sem fim do humano trilho.

     
    Dessa contemplação eis que regresso,

    E, ó Mãe Perfeita, vê quanto eu me humilho:

    Só o homem maculou esse teu brilho

    Com a cínica mentira do progresso!

     

    Ante a tua bondade intraduzível,

    Serenissimamente inconsuntível,

    As humanas grandezas todas somem...

     

    E, ó Mãe Natura, se algo me envergonha

    Ao contemplar-te, Mãe, eis a vergonha:

    É a suprema vergonha de ser homem!”.

     

    (...) O ser humano tem-se colocado nessa posição, da qual terá obrigatoriamente de sair pelo próprio esforço e merecimento, para não se transformar em uma “espécie em extinção”. Todo dia é dia de renovar nosso destino. A Vida sempre vence.

     

     

    Paiva Netto José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Material divulgado pela Assessoria de Comunicação da Legião da Boa Vontade - LBV.

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