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    Vargem Alta
    Com hospital sem verba, falta medicamentos A ajuda da população neste momento tão difícil também é muito importante. Quem puder, pode colaborar com doações
    (Foto: GOOGLE)
    Autor: Rádio Conexão.ES
    06 de Fevereiro de 2019 às 10h55
    (Atualizada) 06 de Fevereiro de 2019 às 12h31

    A precariedade é tamanha no HPO-  Hospital Padre Olívio, em Boa Esperança, no distrito de Jaciguá, Vargem Alta que pacientes têm que pagar pelos medicamentos que poderiam ser fornecidos pela unidade e até comprar insumos básicos, como gaze e esparadrapo, por exemplo.

    Devido à falta de verba, o hospital que é filantrópico, está sem condições de adquirir novos medicamentos. Os atendimentos ambulatoriais foram suspensos no último dia (25) e o hospital está atendendo apenas urgência e emergência. Os funcionários continuam trabalhando, porém estão com 13º e os salários de dezembro e janeiro atrasados.

    O Hospital Padre Olívio teve indeferido o pedido de concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), conhecido como certificado de filantropia, que permite a entidade celebrar convênios com o poder público. A entidade já providenciou recurso administrativo para reverter a situação.

    A reportagem entrou em contato com o prefeito João Altoé que explicou, “o hospital está na dependência da certidão de filantropia deles. É um problema que foi criado, não pela prefeitura, que ficou uma situação de pendência no Governo Federal com relação a certidão de filantropia. Até que isso não seja resolvido, eu não posso fazer o contrato”, disse. A transferência de recursos sem o contrato, caracteriza como ato de improbidade administrativa.

    Caso a pendência seja resolvida, o prefeito disse que “vamos sentar com a administração do hospital pra ver em que circunstância nós vamos fazer o trabalho, o que é que vai se desenvolver. O hospital precisa ajustar a receita ao atendimento, então nós vamos estar conversando.”

    O vereador Luciano Quintino, presidente da Câmara, informou que já entrou em contato com Carlos Manato em Brasilia. “Manato tem um conhecimento com o Ministro da Saúde, para ver o que ele pode estar fazendo para nos ajudar, para que a certidão saia o mais rápido possível e a situação do HPO possa ser resolvida”.

    “A gente sabe o que o hospital é muito importante para o município, principalmente para os mais carentes que não tem condição de pagar plano de saúde”, enfatizou Quintino.

    A ajuda da população neste momento tão difícil também é muito importante. Além de medicamentos faltam materiais como gaze, ataduras, seringa, micropore e outros. Quem puder colaborar, abaixo está a lista de medicamentos.

    Ceftriaxona 1g

    Buscopan composto injetável

    Complexo B injetável

    Decadron injetável

    Voltaren injetável

    Dipirona injetável

    Omeprazol injetável

    Furosemida injetável

    Hidrocortisona 500 mg injetável

    Lidocaína 2 por cento, sem vaso

    Água para injeção 10 ml

    Água para injeção 100 ml

    Cloreto de sódio 0,9 por cento 10 ml

    Ranitidina injetável

    Ondansetrona 4 mg injetável

    Soro  fisiológico 100 ml, 250 ml e 500 ml

    Soro glicosado 500 ml 0,5 por cento

    Abocart número 22

    Álcool hospitalar 70 por cento

    Equipo macro gotas com injetor lateral

    Scalp número 21e 23

    Nylon número 2.0, 3.0 e 4.0 para sutura

    Gaze  estéril 13 fios, 7/5 por 7/5

    Seringa de 10ml e 20ml sem agulha

    Micropore

    Atadura de 10 cm e 15 cm

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