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    Vítima espancada por lutador levou pelo menos 30 socos, diz parente Após a agressão, o lutador postou uma foto da vítima caída no chão em uma rede social, mas apagou a imagem algum tempo depois.
    Amigos e familiares se despedem de André Caldas, espancado por lutador.(Foto: Divulgação)
    Autor: Rádio Conexão.ES
    25 de Maio de 2019 às 08h50
    (Atualizada) 25 de Maio de 2019 às 08h51

    O corpo de André Luiz França Caldas, espancado por um lutador de jiu-jítsu na Tijuca, Zona Norte, foi sepultado nesta sexta-feira, no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, Zona Norte do Rio. Um primo da vítima, que pediu para não ser identificado, falou em nome da família. Ele disse que André recebeu de 30 a 40 socos durante a agressão.

    Segundo as informações dada pelo familiar, a vítima não teve tempo para revidar os golpes do lutador. André Luiz recebeu socos e pontapés na cabeça e na barriga. Na ocasião, ele já estava desacordado no chão.

    – O André ficou desacordado no primeiro soco, sem chances de reação ou defesa, mas mesmo assim ele (lutador) continuou batendo. Ainda usou uma garrafa de vidro para dar golpes no rosto. Quem faz isso é uma pessoa desequilibrada, violenta e infeliz – desabafou o familiar.

    Familiares jogam rosas brancas e vermelhas no túmulo de homem morto por lutador de jiu-jitsu . Foto: Divulgação

    A vítima é descrita por parentes como uma pessoa tranquila que sempre promovia almoços com a mãe. Segundo o primo, André se tornou tio há pouco tempo. Ele deixou uma sobrinha de 2 meses.

    Membros do centro espírita que André Luiz frequentava também foram ao cemitério com camisas brancas. A vítima costumava realizar doações e ações de caridade no local.

    – Ele era uma pessoa muito carinhosa, por onde passava deixava um rastro de luz. Nunca se envolveu com briga nenhuma – contou o primo de André.

    A Delegacia de Homicídios, responsável pela apuração do caso, pediu as imagens das câmeras de segurança de um bar, localizado nas proximidades de onde o crime ocorreu. Ainda chocados com a violência do assassinato, a família espera que a justiça seja feita a partir das provas coletadas.

    – Do jeito que foi, parece que foi em tom de vingança, mas ele nunca teve nenhuma desavença com ninguém. Nada vai trazê-lo de volta, mas que a justiça seja feita através de provas. Não queremos a morte do agressor, só que ele pague pelo que fez.

    Entenda o caso

    André Luiz, 45, foi espancado pelo lutador Igor Uriel Tron Pereira Lomba, de 28 anos, na madrugada do último dia 22 em um bar próximo à Praça Vanhargem, um dos pontos mais movimentos da Tijuca. A briga teria sido motivado após Igor pedir um cigarro a André. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.

    Após a agressão, o lutador postou uma foto da vítima caída no chão em uma rede social, mas apagou a imagem algum tempo depois. Ele foi preso na tarde da última quarta-feira, 22, quando estava a caminho de uma academia de luta.

    A polícia informou que ele será indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar




    Fonte: Extra

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