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    Mais de 200 gestores participam de Planejamento Estratégico do Governo do Estado Casagrande conclamou a equipe a “enfrentar a dura luta trabalhando com responsabilidade, ética, cautela e criatividade, em diálogo permanente com a sociedade”.
    (Foto: Divulgação)
    Autor: Rádio Conexão.ES
    10 de Maio de 2019 às 10h39

    Sob a liderança do governador Renato Casagrande, mais de 200 gestores do Governo do Estado participaram, nesta quinta-feira (9), do primeiro dia do Seminário de Planejamento Estratégico da gestão 2019-2022. Foram debatidas e definidas as prioridades, programas e projetos estruturantes, além das principais entregas que serão realizadas pelo governo capixaba ao longo dos próximos quatro anos de gestão.

    Em sua fala na abertura do evento, Casagrande conclamou a equipe, diante da conjunta atual, a “enfrentar a dura luta trabalhando com responsabilidade, ética, cautela e criatividade, em diálogo permanente com a sociedade”. Ele lembrou que a sociedade tem pressa e que a equipe não pode ficar parada. O governador reafirmou o compromisso de governar com o olhar para o futuro. “Desde o dia 1º de janeiro nós já estamos produzindo. Seja inaugurando obras, dando ordem de serviço ou lançando programas. Sempre olhando para frente”, garantiu.

    Casagrande reforçou ainda pontos importantes para o desenvolvimento do Estado, como os compromissos firmados com a sociedade pela redução das desigualdades, equilíbrio fiscal, inovação, eficiência do Estado, sustentabilidade, redução da violência, direitos humanos, políticas para as mulheres, cultura e educação, além de boas relações institucionais com o Governo Federal e os demais Poderes. Casagrande participou ativamente das atividades do Seminário e visitou todos os grupos de trabalho.

    “Nós temos que deixar a nossa marca, onde a gente está trabalhando, porque as pessoas têm que notar que nós passamos pelo Governo. O envolvimento com a comunidade, a preocupação com as pessoas, o trabalho voluntário, a dedicação, isso dá sentido à vida. Isso nos cura enquanto alma e nos dá razão de estar vivendo. Mais do que nunca, para que a gente não se transforme também em um ser humano irrelevante, a gente precisa ter foco, saber o quer a gente quer fazer, objetivamente. O planejamento é para isso, para a gente não perder foco do que a gente quer e deseja fazer nos próximos quatro anos”, afirmou o governador.

    A palestra foi acompanhada pela equipe de gestores que participam do Planejamento Estratégico, formada pela vice-governadora Jaqueline Moraes, secretários e subsecretários de Estado, além de dirigentes de órgãos da Administração Estadual.

    O Governo, de acordo com o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, trabalha para fazer o Espirito Santo voltar a crescer e promover melhorias na vida da população capixaba. Segundo ele, a administração traz para a agenda política “uma visão em que os avanços econômicos, sociais, culturais e políticos só se tornarão consistentes e sustentáveis se resultarem dos projetos, dos sonhos e do trabalho dos cidadãos e cidadãs”.

    A elaboração do Planejamento Estratégico do Governo teve início no primeiro dia da gestão Casagrande. Duboc lembrou que foram mais de 70 reuniões de avaliação, alinhamento e preparação do portfólio de projetos e ações estruturantes que compõem os nove eixos estratégicos do governo, com participação de 350 membros da equipe de Governo.

    Os eixos são: Segurança em Defesa da Vida; Educação para o Futuro; Saúde Integral; Infraestrutura para Crescer; Gestão Pública Inovadora; Desenvolvimento Econômico; Agricultura e Meio Ambiente; Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Cultura, Turismo, Esporte e Lazer.

    O secretário da SEP diz que o resultado do Planejamento Estratégico será o “mapa de navegação” do Governo do Estado até 2022. E destacou a importância da comunicação do governo com a sociedade, para obtenção de reconhecimento social do trabalho realizado. “Vivemos certamente um dos quadros mais desafiadoras para a gestão pública, em que a comunicação em rede está dominada pelo debate superficial e por notícias falsas. Portanto, além de realizar, é preciso comunicar”, argumentou.

    Palestras

    Neste primeiro dia do seminário, além de analisar os ambientes interno e externo da gestão, mapeando ameaças e oportunidades e elaborando planos de ação, a equipe de Governo também se informou sobre os cenários econômico e político, com palestras proferidas pelo doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Luis Oreiro, que é também professor da Universidade de Brasília e pesquisador do CNPq e do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, e pelo também economista pela UFRJ Cesar Benjamin, autor de vários livros, entre os quais os intitulados “Diálogo sobre Ecologia, Ciência e Política” e “1994, uma Alternativa para a Crise Brasileira”.

    Oreiro falou sobre o declínio da economia do País, que na sua avaliação caminha para uma nova recessão. “Boa parte dos problemas fiscais são decorrentes de uma economia fraca, que vive um nível de ociosidade gigantesco em sua capacidade produtiva”, disse, ao reforçar que o Governo Federal vem cortando fortemente investimentos, tirando a demanda da economia e retardando a recuperação econômica.

    Ele também abordou aspectos relacionados à Reforma da Previdência, alegando que ela é “fundamental, para que lá na frente o País não bata com a cara na parede”, devido a aspectos demográficos, que envolvem o envelhecimento da população, mas diz não concordar com a proposta apresentada pelo Governo Federal.

    “Todos os brasileiros têm que contribuir para a Previdência, mas para isso é preciso ter emprego. Do contrário, não há como gerar receita previdenciária. Mas o País tem mais de 13 milhões de desempregados”, argumentou.

    Já Cesar Benjamin abordou a crise ao longo do tempo. “Por mais de 400 anos convivemos com a ideia de que o Brasil não ia dar certo”, disse ele, afirmando: “Não sabemos mais quem somos, quais as nossas potencialidades. Perdemos o contato com a ideia de Brasil. Precisamos recuperá-la, porque isso nos dá sentido de futuro, resgata nossa identidade”.

    Crítico do Governo Federal, Benjamin aponta um aspecto que ele vê como positivo no cenário de crise atual. “Estão sendo criadas condições no Brasil de um novo diálogo entre intelectuais e militares. E isso nos lembra o cenário nos anos 1920”, advertiu.

    Nesta sexta-feira (10), último dia do Planejamento Estratégico, a equipe de gestores participará de trabalhos em grupo sobre estratégias de comunicação, além de dinâmicas de integração.

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